Diante da ausência e da omissão do poder público na prevenção e no combate ao covid-19, a campanha Salve Krahô foi criada por meio de uma articulação entre as lideranças krahô de diferentes aldeias e nossos parceiros não-indígenas, com o objetivo de fortalecer as ações de prevenção e combate ao Covid-19.

 

Somos uma rede de apoio voluntária e sem fins lucrativos, que tem à frente duas associações indígenas: a Hôxwa (da aldeia Manoel Alves) e o Centro Cultural Kajre (da aldeia Pedra Branca). A arrecadação de recurso pela campanha é feita por meio de doações e editais. A prestação de contas é feita mensalmente no nosso site, junto com um relato das atividades realizadas.

Até o momento, nossas principais ações foram:

Estruturação e manutenção de uma barreira sanitária

A barreira do Ribeirão dos Cavalos é localizada em uma das principais entradas da TI Krahô, pelo município de Itacajá. O objetivo da barreira é fazer o controle e o monitoramento das pessoas que entram e saem da TI, além da higienização de materiais e veículos.

 

Produção de diferentes materiais informativos

Foram produzidos cartilhas e vídeos, no português e na língua, com a finalidade de circular informações sobre as principais medidas de prevenção, identificação e controle da doença nas comunidades. Esses materiais circulam por redes de whatzap e também são impressos e entregues nas aldeias.

 

Apoio ao trabalho dos Agentes de Saúde Indígenas 

O apoio aos AIs é feito por meio da produção dos materiais informativo, além de reuniões semanais, com o objetivo de auxiliar no monitoramento e no acompanhamento dos casos suspeitos e confirmados nas aldeias. A campanha também se mobilizou para conseguir materiais de higienização (máscaras, sabão, álcool gel) e equipamentos de proteção individual (Epis).

 

Articulação com organizações governamentais e não governamentais

A campanha vem atuando junto à FUNAI, à SESAI/DSEIs, às prefeituras e ao MPF, além de outros organismos não-governamentais (CIMI, CTI, EDS), buscando articular (e também a cobrar) importantes demandas, por exemplo: uma casa de isolamento na cidade; transparência de dados por parte dos DSEIs; melhores condições do atendimento de saúde no estrutura do pólo base; e estruturação de uma Unidade de Atendimento Primário Indígena (UAPI).

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